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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Quando o amor perde o rosto






















Quando o amor perde o rosto
Um fiasco deixa de ser
E o combate esta por acontecer.

Só quem se curva ao amor
Sabe curar cada etapa da ferida.
Sabe se portar no dia da despedida

Só aquele que já amou
Sabe que lembranças não são torturas.
Que promessas sobrevivem de aventuras

Só aquele que ama
Pode aprender com as palavras
Impedir que o mundo lhe remova a alma.

Só quem encara o amor
Doa-lhe certo entendimento
Para calcificar o ferimento.

 Só quem ama ou amou
Pode se perder do tempo
Sem notar a embriagues do momento.

 Enide Santos 27.06.17

2 comentários:

  1. Olá, "Só aquele que já amou, Sabe que lembranças não são torturas" verdade, pura verdade, as lembranças são difíceis de serem superadas inicialmente, as mesmas vão-se diluindo ao longo do tempo, o poema é lindo e objectivo.
    feliz fim de semana e semana,
    AG

    ResponderExcluir

É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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