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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Do coração da poesia

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É do coração da poesia

Que ouço os mais belos gritos.

E dos seus segredos

Colho pequenos viscos.

 

Há um oásis no tempo

Em que o verso se cria

E desta fonte de redenção

Despe-se o sentir da emoção

 

Toma-me, ó dor de poesia,

Inflama-me o corpo

Revista-o,

Soterra-o de amor.

 

Debulha este meu sofrer

Deixe-me em teus braços enternecer.

Doa-me seus rios

Infeste em mim seus brios

 

Empresta-me a tua cor

O teu semblante

O teu olor.

Resgata-me desta ilha

 

Regozija o meu falar

Apure o meu paladar.

Deixe o teu coração, ó poesia!

Com o meu orar.

 

Enide Santos 04/01/15

Foi só o sentimento que vazou

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Desculpe-me...

Por este meu suspiro forte...

Por minha voz embargar...

Por meu corpo tremer...

Minha mão transpirar.

 

Perdoe esta minha saudade,

Que tanta força faz pra te chamar.

Banha-me de silêncio

Para apenas o pensamento exaltar.

 

Absolva este meu desejo veemente

Que por vezes, é vil e imprudente.

Que rasga as paredes de o meu ser

E o teu corpo, o tempo todo quer ter.

 

Atenue, alivie, amenize

Não foi por querer

Foi o sentimento que vazou

Procurando por você.

 

Enide Santos 2712/14

Meu primeiro refúgio

Feliz aniversário Minha MAMÃE

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Meu primeiro refúgio

Minha perfeita morada

Diante dos teus olhos

Principiei a caminhada

 

Sua voz ainda é música

Ecoa dentro de mim

Ah, minha mãe querida!

Não entendo porque cresci

 

Ainda sinto o murmurar

De a minha infância te chamar

E nas minhas noites de medo...

Sinto teus passos, sua forma de respirar.

 

Vestes tu com elegância

O destino que Deus a encarregou

E como mãe és primorosa

Pra cada filho doou seu calor

 

Por todas as horas de tua vida

Que a minha dedicou

Agradeço-te dama de minha vida

Venero-te com todo meu amor.

 

Minha doce rainha

Meu templo de perfeição

Ampara-me

Proteja-me

Embala-me

Esconda-me no teu ventre

E nunca...

Nunca me abandone

Mãezinha do meu coração.

 

Enide Santos 20/12/14

Peleja com a saudade

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Quase insuportável

Hoje ela esta

Tenta devora-me

Arrisca devorar-se

Ajeita-se

Enfeita-se

E me chama pra peleja.

 

Ah, como é bom confronta-la!

Fazer pilera

De suas mazelas.

E nessa luta

De rusga tão muda

Seu grito em mim é infinito.

 

Ah, esta saudade enfim!

Gosta de se manter assim

Intensa e sádica

Aflorando ate na hora

Que teus braços embrulham-se em mim.

Ah, saudade deixa de munganga,

E vai embora daqui.

 

Enide Santos 03/12/14

Quando te amo

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Quando falo em você...

Todas as lacunas em minha vida

Tendem a desaparecer

Não me contenho e choro, choro de prazer.

 

Quando penso em você...

Emudeço, cresço,enrijeço.

Sinto-me ser...

O ventre de todo amanhecer.

 

Quando te sonho...

Trago-te em minha pele

E o peso da tua boca

Na realidade é leve.

 

Ah, quando digo o teu nome...!

O ar que vem de mim

Soa como uma oração.

Vem replicando repleto de gratidão.

 

Quando te amo...

Regresso devagar

De onde só se conhece

Amando.

 

Enide Santos 05/12/14

Apenas eu e você.

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Apenas eu e você,

Nada mais havia

Exceto esta fotografia...

 

No escuro seu contorno me dizia:

Olha em torno sinta esta magia!

E quando não mais juntos estivermos

Guarde na lembrança este momento terno.

Ah! Sua voz estava tão doce e macia

E o teu braço com ternura me envolvia

E com o outro apontava a bela fotografia.

 

Olhe bem para lá,

Lembre-se do brilho de cada lugar

(Piripa, Cordeiro, Condeúba e Jânio)

E quando não for mais este momento

Volte para cá, onde nos dois

Para sempre vamos estar.

 

Guarde na lembrança

Nunca o deixe se esgotar.

Esta é a maneira

De nunca nos separar.

 

O melhor momento de minha vida

Faz-me chorar

Ele aponta para onde jamais quero estar.

 

Enide Santos 26/11/14

A poesia que fala de ti

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A poesia que eu teria pra te dizer

dorme dentro de mim

aconchegada a você.

 

Dela não ouço gritos

sinto alguns toques

pequenos bramidos.

 

A poesia que fala de ti

que exprime meu amor

que traduz o meu sentir.

 

Esta sonhando agora

Aperfeiçoando-se por hora

desejando existir.

 

Enide Santos 26/11/14

Livre arbítrio

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Como posso ser o que nunca fui?

Descrever o que sentir, sem o ser?

 

Queria eu ser a sensação

Da folha ao tocar no chão.

Também queria ser o chão

E dar-lhe majestosa recepção.

 

O som do trovão queria eu ser

E ecoar mostrando poder

E da noite ser a mão

Para a aurora dar proteção.

T

antas e tantas coisas queria eu ser.

Ser o silencio que só no ventre do vento há.

A distância que cada gota na chuva se dá.

Ser o burburinho na vida do ar.

 

Querendo ser sou.

Sou a musica que invento

E digo que quem gosta é o tempo.

Sou a sede da hora

E com ela domo minha história.

 

Sou a morte do grito

O fim de seu rito

Sou a fome a sede da vida

Sou o punho cerrado

Do livre arbítrio.

Eu sou um mito.

 

Sou poeta

E querendo ser

Eu sou.

 

Enide Santos 22/11/14

Tô capinando a minha sina


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Tô capinando a minha sina,

fazendo nela,

minha obra prima.


 

Tô derribando aqui e ali

Vou abrindo brechas para sair.


 

Tô carpindo esta insígnia

levando dela,

tudo que a abomina.


 

Tô roçando esta ingrata,

ateando fogo nas suas falhas.


 

Tô abatendo este destino

que não me enobrece

e não me define.


 

Aceite desígnio

não guerreie enfim

visto que, sou dona de mim.


 

Enide Santos 08/0/11/14

De qual lembrança?

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De qual lembrança vem este som,

que não consigo reconhecer?

Remete-me a algo,

outro tempo,

outro espaço.

Não sei qual,

não sei onde.

Sei que saiu do meu corpo,

habito outra dimensão.

 

Lá onde recolho saudades,

e planto gratidão.

Lá posso voar,

dançar como se chuva fosse.

E das lamurias sofridas que ouço,

Faço vento, para planar.

 

Sou pedra,

montanha,

encostas do mar.

Sou lua

Estrada,

E a força de um cantar

Aquele que ouço

Mas não consigo identificar.

 

Enide Santos 07/11/14

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