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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Deambulo

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Derramando-me entre os campos e as florestas

Perfuro com fome o passado

Entre os tempos e as horas certas

 

Vou debulhando-me como flores que viram cisco

Vou reparando em tudo sem saber o que dizer

Vou vertendo-me devagar, sem prever.

 

E em cada suspiro que dou, deambulo.

 

Buscando incessantemente por ti, amor.

 

Enide Santos 20/11/15

Deambular

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Diante Do Direito De Devanear

Decidi Deletar Distâncias

Depois, Demoli Dias Difíceis.

Descortinando Duras Duvidas.

Destemida Deixei-me Divagar

Degustei Delírios Divinos

Deslumbrada, Deambulei

 

Enide Santos 20/11/15

Deambular

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Deixou pegadas sem destino

Emasculado vagueou

Alma e corpo feridos

Marionete do destino se tornou

Banido dos desejos, fora.

Usurpado sem perdão

Lápide sem inscrição é seu coração.

Abdicando de viver

Rompe o tempo sem perceber.

 

Enide Santos 16/11/15

Deambule

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Descortinando de vez a rispidez do medo

Descansa teus olhos em mim

Desvista para sempre deste adeus

Domando qualquer melancolia

Desenhe fronteiras e ilhas, deambule.

Despeje este grito trêmulo em meus ouvidos

Dando luz a sua eterna fantasia.

 

Enide Santos 20/11/15

Haikai -16


















 

Na poça do breu
Nu, sem asas deambula
A caça do amor


Enide Santos 18/11/15

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