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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Fim de uma saudade.

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Sangrando e calada

Ao lado, sua mala.

De mãos postas clamando

Gemendo e chorando.

 

Absoluta em antigas horas

Agora, apoia-se ao chão

Insistente implora.

Um tiquinho de compaixão.

 

E no rastro da morte

Dolorosa é sua sorte

Aguardando consumação

Eis ai, uma saudade em vão.

 

Enide Santos 27/01/15

2 comentários:

  1. Um momento dificil, narrado numa bem estruturada poesia.
    Beijos,
    Élys.

    ResponderExcluir
  2. Quando se implora compaixão, as coisas já estão mesmo más...
    Magnífico poema.
    Beijo, querida amiga Enide.

    ResponderExcluir

É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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