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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Lado a lado

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Nada que faço

Afasta de você

Este comiseração de outra querer.

 

Dou-te todo meu amor,

Ah, mas infelizmente.

Ela eu não sou!

 

Nada que faço

Consegue substituir

O sentimento que te faz existir.

 

Chega a ser pecado

Nos dois sofrendo

Lado a lado.

 

Enide Santos

No vinculo da vida com a morte

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No vinculo da vida com a morte estou

Plena de ser e de poder

Dou-me o luxo de deixar acontecer.

 

Eu sou o medo da morte

Sou o sonho da vida

Sou o gosto da água

O sabor da salina

 

Eu sou o som que faz o rio

Entregando-se ao mar

Sou o coito das ondas

Que vive a terra molestar

 

Sou o cálido calor

Que se derrama do sol no ar

Sou a escura silhueta

Que define o luar

 

Sou a viagem dos sonhos

No momento de acordar

Eu sou a vida da morte.

Seu direito de ceifar.

 

Enide Santos 17/08/14

Desenhar pedacinhos de amanhã.

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Vamos libertar as palavras ancoradas no medo.

Criar partituras sem código, sem segredo.

E sobre seu corpo faremos poesia.

Sobre sua pele desenharemos alegria.

 

Vamos pintar no amanhã,

Confortos para cada hora.

Vestir-nos da força,

Que faz nascer à aurora.

 

Não é preciso ferir o hoje,

Com o punhal da vingança.

Agoniza-se já o agora,

E para o amanhã a esperança se aflora.

 

Vamos fazer flores de arvores perdidas.

Vamos gritar por cima da vida.

Vamos desnudar o nosso interior.

Vamos seguir o que nós ensinou,

O nosso Senhor

 

Vamos...?

Nós temos a tinta,

Nos, somos a tinta.

 

O nosso irmão,

É o nosso talismã.

É o papel do nosso amanhã.

 

Enide Santos 31/07/14

Nada me aptece mais que morrer

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Nada me apetece mais que morrer.

Morrer...

Morrer de você.

Não vejo a vida

Não vejo flores

Não sei da luz

Não entendo o mar

Não uso o ar

Não vejo nada

 

Apenas sinto e sinto...

Sinto cor

Cor de pele

Cor de olhar

Cor de cabelo

Rubores de amar.


Nada me apetece mais que morrer.

 Morrer de você.

Ah, expirar instante por instante!

Ah, perder-me tantas e tantas vezes,

Sem querer me encontrar!

Ah! Deixe-me morrer,

Fenecer de tanto te amar.

 

Enide Santos 07/08/14

Mãos que choram

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São as mãos quem guardam

o semblante da dor.

Envolvendo a face

Subordinando-se

ao mais profundo clamor.

 

São as mãos quem amparam

gota a gota a dor.

Afastando as lágrimas que nascem

como quem destrói o pavor.

 

São a mãos que anseiam

Atracar-se com a dor.

E unidas conclamam

misericórdia ao Senhor.

 

Enide Santos 05/08/14

Preenchida

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Quero encher minhas mãos de você,

E ao mesmo tempo...

Quero minha boca cheia de você.

Simultaneamente...

Quero meu sexo cheio de você.

Também quero...

Minha vida cheinha de você.

 

Enide Santos 03/08/14

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