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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Desenhar pedacinhos de amanhã.

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Vamos libertar as palavras ancoradas no medo.

Criar partituras sem código, sem segredo.

E sobre seu corpo faremos poesia.

Sobre sua pele desenharemos alegria.

 

Vamos pintar no amanhã,

Confortos para cada hora.

Vestir-nos da força,

Que faz nascer à aurora.

 

Não é preciso ferir o hoje,

Com o punhal da vingança.

Agoniza-se já o agora,

E para o amanhã a esperança se aflora.

 

Vamos fazer flores de arvores perdidas.

Vamos gritar por cima da vida.

Vamos desnudar o nosso interior.

Vamos seguir o que nós ensinou,

O nosso Senhor

 

Vamos...?

Nós temos a tinta,

Nos, somos a tinta.

 

O nosso irmão,

É o nosso talismã.

É o papel do nosso amanhã.

 

Enide Santos 31/07/14

Um comentário:

  1. Uauuu, que delicia teus versos. Poema profundamente belo.

    ResponderExcluir

É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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