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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Que te custas, amor?

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Que te custas, amor?

Dar-me um pouco as tuas mãos;

Para acariciar-me a face, os cabelos e o coração.

 

Que te custas, amor?

Deixar-me deitar em teu peito;

Fazer do teu colo um leito;

E roubar de te, um pouco de cheiro.

 

Que te custas, amor?

Acalmar um tiquinho minha vida;

Soprar um bocadinho as feridas;

Fazer fugir este choro, este som de consumação.

 

Que te custas, amor?

Deixar pesar em minha tua boca;

Deixa-me roçar em ti, como louca;

Para acalmar está minha paixão.

 

Enide Santos 27/05/14

3 comentários:

  1. Um pedido de amor,lindo de viver.
    bjs amiga Enide.
    Carmen Lúcia.

    ResponderExcluir
  2. Lindo poema!
    Às vezes, quando o amor esfria, estas coisas custam muito.
    Tenha um bonito dia!

    ResponderExcluir

É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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