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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Tudo singular

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Tudo, tudo em nós é singular.

Assim como nossa alma

e a nossa forma de amar.

 

Tudo, tudo em nós é único.

Cada gota de suor

Cada instante de dor

Cada sonho, de amor.

 

Mas minha inspiração é capaz

de comigo repartir, algumas dores

que o vida, deposita em mim

 

Minha poesia é a parte da dor

que sozinha, minha alma não suportaria.

 

Enide Santos 11/12/13

2 comentários:

  1. Nunca estamos sozinhos de verdade.
    Um abraço forte

    ResponderExcluir
  2. - teu poema tem um encanto singular que nos remete ao coletivo de tua inspiração

    ResponderExcluir

É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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