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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Vingança

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Ainda me vingo da vida

por todas as noites mal dormidas

por todas as lágrimas perdidas

por tristeza ou solidão

 

Vou desforrar por tudo

que já me fez passar

por todas as lutas que lutei

as que perdi e inclusive as que venci

 

Haverá uma inquisição

de cada dor sofrida

de cada paixão reprimida

de cada desilusão

 

Não vou me dar por vencida

de viver uma vida

sem ter uma retaliação.

 

Enide santos 22/06/13

2 comentários:

  1. Do primeiro poema: as nossas dicotomias. Quem é completo, uno? Acho que ninguém... do segundo poema: a vida ri da gente, quando queremos nos vingar dela, exatamente como a mãe ri do bebê revoltado que puxa-lhe os cabelos. Ambos: muito belos!

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  2. Vingar da vida... palavras duras... muito duras. Mas há poesia, e boa poesia, como em Conde do Monte Cristo, que me veio agora no rompante. Há aqui uma boa poesia.

    ResponderExcluir

É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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