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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

A tal liberdade

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Na verdade

somos todos prisioneiros

da nossa liberdade.

 

O fato é que quando

tentamos nós mostrar livres

já estamos por perder a

liberdade de nos guardar.

 

A liberdade é só uma chave

que procura o que abrir

Como o livre arbítrio

que hora existe aqui

outras horas, existe ali.

 

A tal liberdade

é na verdade uma prisão

pois temos que empunhar

nosso direito, nossa razão.

 

Ser livre é viver se livrando

Mas antes assim

que viver lamentando.

 

Enide Santos 24/04/13

3 comentários:

  1. Adorei os poemas, a música e...o espaço... Vou seguir-te.
    Beijocas
    Graça

    ResponderExcluir
  2. É sempre inspirador ler o seu trabalho, Enide. Viva a Liberdade, não lhe damos o devido valor porque nunca fomos privados dela.
    Muitos beijinhos, querida, uma doce semana
    Ruthia d'O Berço do Mundo

    ResponderExcluir

É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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