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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Banho de amor

gotas1

Você vai saindo de mim em pequenas parcelas.

Com outro contorno, outra figura.

Sai de mim em pequenas gotas.

Que percorrem ainda assim meu corpo.

Que vezes queimam que vezes aliviam.

Não existe outra forma de extrair você de mim.

Só me resta assim

Transforma-lo em lágrimas.

Para que eu possa te chorar.

Quem sabe assim, eu lave você de mim.

3 comentários:

  1. Nostalgia y Melancolía reflejan los Versos hermosos de hoy.
    Una Preciosidad.
    Un abrazo.

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  2. Enide, essa dor tão profunda, esses versos tão belos fazem da tristeza poesia!
    Como sempre, o seu coração escreveu e encantou!

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  3. Vejo um poema desse como uma flor delicada que desabrocha sua essência, distribuindo seus cheiros e seus brilhos; que carregam tanto a doçura quanto acidez da sua existência.

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É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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