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Quem sou eu?

Na verdade, não sei muito bem quem sou.

Sei que sou o que sinto, do tamanho do que sinto.

Sinto-me viver vidas alheias.

Sinto as dores de quem nem está sentindo, mas eu sinto.

Sou o correr de uma lágrima, antes mesmo de chorar.

Sou um aglomerado de emoções.

Sou lamentos dos meus sofrimentos.

Sou pensamentos e pensamentos.

Sou reflexo das minhas atitudes.

Sou momento.

Sou o esquecer e o lembrar.

Sou a indagação da vida, sou ferida.

Sou o defender, o acusar.

Sou o conhecer do eu diferente.

Sou valente.

Eu sou transformação.

Sou a pessoa mais solitária do mundo,

Mas que nunca fica sozinha.

Sou a pessoa mais forte do mundo.

Mas que está sempre com medo.

Sou o exaltar das minhas realizações.

Sou mãe, sou filha, sou avó.

Sou o encontro de mim, comigo mesmo.

Sou o que sou, me orgulho muito de tudo que sou.

Enide Santos

Meu eterno lugar


Meu eterno lugar

 

Eu quis realmente sair

Eu quis procurar

Alguém, para eu seduzir

Mas não deu certo escapar.

 

Foi uma futilidade te deixar

E um amor ir procurar

Meus esforços foram em vão,

Então... Estou de volta, solidão.


 

Eram migalhas de amor

E aqui de volta estou

Estarei ao seu dispor

Para vermos o que restou


 

Escute-me aqui solidão

Ainda preciso de ti

Pois você é minha inspiração

É o que resta pra mim.

Um comentário:

  1. Oi Enide!
    Lindos versos, embora um pouco tristes. A solidão é mesmo uma grande inspiração.
    Beijinhos!

    ResponderExcluir

É maravilhoso poder descrever sentimentos, e poder dividi-los
Agora aguardo ansiosa seus comentários.

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